Ele estava acostumado a estar em voga, a comandar. Agora tudo estava nas mãos de uma menina de 18 anos, universitária, que era de fora, uma forasteira.
Virei-me para ele então. Pela primeira vez desde o fim do painel, encarei-o de frente. Não havia acusação no meu olhar. Nem triunfo. Apenas a lucidez crua de quem reconhece o novo arranjo.
— Você não perdeu lugar — disse. — Perdeu apenas a exclusividade.
Ele sustentou meu olhar. O silêncio entre nós não era tenso; era denso. Carregado de camadas