Narração: Sara
A fotografia escapou da moldura como se quisesse fugir de mim, voando pelo quarto até explodir contra a parede.
O estalo do vidro quebrado ecoou pela casa vazia… e parecia o som exato do meu peito se partindo.
— Eu sou uma idiota! — gritei, sentindo minha própria voz rasgar a garganta. — Eu te amo! Que burra! Que burra!
Caí de joelhos, sem forças. Afundei as mãos nos cabelos, tentando arrancar de dentro de mim aquela dor que queimava como fogo. Meu mundo estava desmoronando e, pe