Narração de Sara Vasconcellos
... No quarto de hospital, onde até o silêncio parecia lamentar...
Acordei com um peso no peito que não era só físico. Era um vazio. Um vácuo. Algo faltando... dentro de mim.
— Carmem... — chamei, com a voz embargada.
Ela segurou minha mão com tanta delicadeza que eu soube, naquele toque, que algo estava errado.
— Oi, querida... você está bem agora... — tentou sorrir. Mas o sorriso dela não subia até os olhos.
— Como você está? — Luna apareceu, com os olhos vermelh