Camila se moveu com cuidado, desviando do caminho aberto pelo Guardião. O corpo deslizou para a lateral da floresta, subindo silenciosamente pelas raízes retorcidas de uma das árvores mortas. Ela se fundiu às sombras, a respiração controlada, o fragmento da madeira pulsando contra o peito como um aviso constante: se mantenha no oculto das sombras
O Guardião avançou sozinho até a casa.
A floresta morta recuou quando a casa surgiu por inteiro.
Não por gentileza.
Por obediência.
Camila se manteve oculta entre os galhos retorcidos de uma árvore seca, o corpo imóvel, a respiração calculada. Dali, via tudo. O Guardião avançava sozinho agora, cada passo pesado ecoando como um decreto antigo demais para ser questionado. As três cabeças mantinham-se erguidas, alertas — não em fúria, mas em vigília.
A casa de Lunareth não reagiu à aproximação dele.
A porta apenas… se abriu.
Como se o esperasse.
Camila sentiu o fragmento de madeira contra o peito pulsar com mais força.
Alexander estava ali.