Com um gesto seco, Lunareth fez as raízes se apertarem ao redor de Crystofe e Dhonavan. Não para ferir — mas o suficiente para provocar dor, para arrancar reações.
Crystofe grunhiu.
— Ok… oficialmente não gosto dessa senhora. Mas confesso a galinha dela é gostosa.
Dhonavan cerrou os dentes, o sarcasmo falhando pela primeira vez.
Camila avançou outro passo.
— Para! — a voz dela quebrou. — Por favor!
A palavra caiu pesada.
Pedido.
Não desafio.
O mundo dos mortos reagiu como se tivesse sido ferido.
As raízes estremeceram. A névoa se rasgou em correntes desordenadas. O Guardião baixou as três cabeças, inquieto, como se algo estivesse errado com a ordem natural.
Lunareth congelou.
Por um segundo… apenas um… o rosto dela perdeu a rigidez antiga.
— Você não deveria implorar. — disse, em tom mais baixo. — Implorar é fraqueza.
Camila apertou os punhos, lágrimas queimando nos olhos.
— Não é fraqueza. — disse, a voz tremendo. — É escolha. Eu não vou me tornar o que você é só pra vencer.
O impact