86. DE VOLTA AO TRABALHO
O temido dia de voltar ao trabalho chega, e o táxi nos leva primeiro a Luci, à escola dela. Ficamos um pouco longe e depois a mim ao hospital. O senhor Minetti queria me colocar um carro, mas eu não deixei. No final, fiquei a semana toda sem trabalhar. Minha ferida, embora tenha cicatrizado bem, ainda não me permite fazer muitas coisas. Espero que o senhor Minetti me liberte hoje desse suplício.
Faz dias que não o vejo; só falamos por mensagens. Ele chega no meio da noite, deita-se ao meu lado e, quando acordo, já não está. Mamãe e Luci mal me deixam cuidar do avô; passam o tempo todo com ele. Começaram a fazer um jardim incrível com todas as flores que mamãe gosta. Quanto a Luci, o avô encheu um quarto dela de computadores e contratou alguns professores para lhe darem aulas. O pior é que não posso opinar porque ambas estão mais do que felizes. Eu apenas as observo e suspiro.
Antes de ir, ligo para o senhor Minetti para lembrá-lo que ele prometeu que viria resolver o meu horário c