87. A ACUSAÇÃO DE ANDY
Senti minha cabeça girar. Não era apenas desconforto; era raiva, frustração e uma sensação de vulnerabilidade que há tempos não experimentava. Noria me olhou com um pouco de pena antes de me dar um tapa no ombro. Seu inevitável julgamento ecoava na minha mente como o eco de algo impossível de evitar.
— Pois acho que você tem que falar com a chefe para esclarecer toda a confusão, porque seu adorável Andy chegou garantindo, quando a chefe o chamou a atenção, que você lhe havia dado a segurança de que viria não apenas para substituí-lo, mas para se responsabilizar pelas consultas externas —a observo sem poder acreditar que Andy tenha feito isso—. E, como você sempre faz, todo mundo acreditou nele. Armou um tremendo problema porque nenhum dos dois apareceu e não encontraram ninguém naquela hora para fazer a vigilância.
— Sério que Andy foi embora e deixou a vigilância? —perguntei cheia de inquietude.
— Sim, ele disse que você chegaria em vinte minutos. Todas nós cobrimos você, mas n