123. CONTINUAÇÃO
Faço tentativa de tirar o frasco de medicamentos, mas minhas mãos tremem incontrolavelmente e lágrimas começam a correr dos meus olhos. Meu corpo estremece brutalmente. Olho para ele suplicante e, em seguida, aterrorizada, para mamãe e Luci. Ele se levanta e me puxa novamente para o quarto. Entramos justo quando o avião faz um movimento brusco. Grito aterrorizada, mas o som é abafado pelos seus beijos, e caímos na cama, eu embaixo.
— Lili — sussurra —, não posso continuar apenas te beijando.
— Por que, Alessandro? — pergunto, sentindo seu corpo quente —. Por favor, espere o efeito das pílulas; eu vou dormir. Não deixe que mamãe e Luci descubram. Deixe-me tomar mais duas.
— Não, Lili. Não continue tomando mais pílulas — ele tira o frasco das minhas mãos —. Venha, eu vou te beijar, vou te beijar. Mas você tem que ser forte, querida. Vamos, você já viu que este avião é muito seguro.
— Pare de falar e me beije! Só quero que me beije. Leve-me ao céu, Ale, leve-me ao céu! — suplico,