Os dias começaram a se misturar.
Eu acordava sem vontade, sem propósito, sem horário. Às vezes ainda era manhã, às vezes já era tarde, mas pouco importava. O tempo deixou de ter significado. Tudo o que eu fazia era… existir.
Comer quando lembrava, dormir quando o cansaço vencia, chorar quando a dor apertava.
E, na maior parte do tempo, apenas ficar parada, olhando para algum ponto fixo como se aquilo pudesse, de alguma forma, preencher o vazio que minha mãe deixou.
Três semanas.
Três seman