14. Dianna, nosso porto seguro
Felliph não costumava jantar em casa. Nunca.
As noites, para ele, eram apenas extensões do escritório — relatórios que se acumulavam, decisões tomadas em silêncio, números que obedeciam à lógica quando as pessoas não obedeciam. A mansão sempre fora um ponto de passagem, um endereço, não um lar. Um lugar onde ele dormia, não onde permanecia.
Ainda assim, naquela noite, algo o fez mudar a rota.
Não foi uma decisão pensada. Não houve agenda, nem cálculo. Foi um impulso estranho, quase físico. Uma