LEANDRO NARRANDO:
Quando eu a vi pela primeira vez no terraço, achei que fosse mais uma daquelas noites em que encontro alguém interessante e seguimos nossos caminhos no dia seguinte. Mas havia algo diferente nela. Uma mistura de desespero e rebeldia que me intrigou. Ela estava claramente bêbada, assim como eu, mas havia um brilho nos olhos dela, uma dor que eu reconheci de imediato. Quando ela mencionou ter sido traída pela própria mãe com o namorado, senti uma pontada de empatia. Talvez ela estivesse certa; talvez fôssemos iguais.
Ela era bonita de uma maneira diferente, não da forma óbvia que costumo notar. Tinha olhos verdes esbugalhados, cheios de vida e dor, um rosto jovem e cabelos claros bagunçados, com uma franja que caía de forma desordenada sobre sua testa. Seu corpo era esguio, com poucas curvas, mas ela sabia como se vestir para destacar o que tinha. Era mais magra do que Abby, mas tinha uma beleza própria, cativante.
Quando a segurei para não cair, senti o perfume doce d