O amanhecer trouxe uma luz fraca e insensível. Eu acordei com um peso nos ombros, ainda com a cabeça deitada ao lado de Nicole, segurando a mão dela como se aquilo fosse a única âncora que me mantivesse à tona.
Quando o médico entrou no quarto e anunciou que Nicole seria liberada, olhei para ela, com um alívio misturado à culpa que ainda me consumia. Era difícil aceitar que, apesar de tudo, ela estava viva e segura, enquanto tantas outras coisas haviam se despedaçado de maneira irreversível.