FELIPE
.
.
A noite caía, e o silêncio no hospital pesava como uma nuvem sobre meus ombros.
Não havia som que abafasse as cenas que ecoavam dentro da minha cabeça, como se o terror daquela noite estivesse gravado na minha pele.
O rosto pálido de Marina, amarrada e indefesa, cada expressão de medo de Nicole, os gritos, o estalo dos tiros, tudo se repetia sem parar, uma memória cruel e implacável.
Sentado num banco frio, cobri o rosto com as mãos, tentando afastar a culpa que me consumia. Nicol