A manhã chegou com uma luz suave, quase respeitosa, como se o dia soubesse que algo delicado havia acontecido durante a noite. Marye despertou lentamente, o corpo ainda envolto por uma sensação estranha de calma misturada à inquietação. Por um breve segundo, não se lembrava de onde estava. Depois, o cheiro familiar — amadeirado, sóbrio — trouxe tudo de volta.
Gustavo.
Ela sentou-se na cama, passando a mão pelos cabelos. Não havia arrependimento. Mas também não havia leveza. O que existia era um