Daniel saiu do prédio de Marye com a sensação incômoda de quem acaba de fechar uma porta sem saber se algum dia terá coragem de bater novamente. Caminhou sem destino por algumas quadras, tentando organizar pensamentos que se atropelavam. Não era apenas o medo de perdê-la — era a certeza crescente de que o tempo havia mudado as regras do jogo.
Ele sempre acreditara que, se fosse paciente o suficiente, Marye acabaria voltando. Agora, pela primeira vez, essa convicção parecia frágil. Não porque el