Marye acordou antes do despertador.
O silêncio do apartamento parecia mais pesado do que o normal, como se o ar carregasse uma expectativa difícil de explicar. Ela permaneceu alguns minutos deitada, olhando o teto, tentando organizar os pensamentos. Nos últimos dias, tudo havia se tornado intenso demais: Daniel pressionando pelas sombras, Gustavo assumindo uma postura cada vez mais protetora, e ela própria tentando não se perder entre passado e presente.
O problema era que o equilíbrio começava