Karen estava sozinha no quarto, sentada na beirada da cama, olhando para a medalha do orfanato, aqueles números que a marcaram para sempre como órfã, como abandonada.
Ela odiou esse pingente tantas vezes. Não apenas por vergonha de ser órfã, mas pela mágoa profunda do abandono.Pela sensação constante de não pertencer a lugar algum, a ninguém.
Quando criança, o que mais desejava era descobrir quem eram seus pais. Passava noites em claro imaginando possibilidades que a confortava: talvez fossem