Karen seguia pela estrada que levava ao orfanato. Era feia, estreita, ladeada por árvores altas que projetavam sombras irregulares sobre o asfalto rachado. Enquanto dirigia, pensava em como nunca conseguiu se afastar daquele lugar.
A maioria dos internos, quando atingia a maioridade e finalmente vivia fora dos muros, fazia de tudo para esquecer. Tentavam apagar o passado, enterrar as lembranças, fingir que aqueles anos nunca tinham existido.
Com Karen, era diferente.
O orfanato continuava sendo