Karen foi até a janela e olhou a cidade do lado de fora; tão brilhante e perigosa. Las Vegas à noite era linda de uma forma que doía. Luzes néon prometendo sonhos, cassinos oferecendo fortunas, hotéis vendendo fantasias. Tudo mentira. Tudo armadilha.
E ela tinha caído em uma das piores.
Karen sentiu-se tola em acreditar que Peter, um homem rico, se apaixonaria por ela. Uma órfã. Uma ninguém.
Claro que não foi real, ela pensou amargamente. Como poderia ser?
Nesse instante, o celular no bolso do