Quinta-feira
Sierra
Acordei o sol nem havia nascido ainda, mas continuei na cama fingindo dormir, sei que é infantil da minha parte e que mais cedo ou mais tarde o próprio Matteo vem aqui pessoalmente e me arrancar dessa cama, mas quero aproveitar um pouco dessa ilusão de que se eu continuar a fingir que estou dormindo ninguém vai me incomodar.
A Arminda e a Gemma já vieram aqui três vezes me chamar e eu continuei de olhos fechados, nunca imaginei me casar com apenas dezoito anos, droga eu nunca nem tive um namorado, e muito menos me apaixonei, e agora vou ter que me ligar a um assassino sem coração pelo resto da vida, até porque segundo a Arminda nesse mundo não há divórcio.
Por mais que o Matteo desperte em meu corpo e em meu coração sensações até então desconhecidas, eu não quero isso, tudo que quero é ir para casa, quero ver a irmã Marta e sentir seu conforto e o seu carinho de mãe.
Lágrimas escorrem pelo meu rosto ao pensar no rosto dela e saber que nunca mais a verei.
Ouço o bar