Nova York não é uma cidade; é um predador colossal disfarçado de concreto, vidro e aço. Ela engole os sonhadores e cospe o que sobra de suas almas nos bueiros fumegantes a cada amanhecer. Em madrugadas vazias como esta, com a chuva densa e gelada transformando as ruas de Manhattan em espelhos negros de poças turvas, a cidade sequer tentava esconder sua natureza vil. E Savanah Albuquerque amava exatamente isso.
Para a jovem de vinte e cinco anos, a escuridão urbana oferecia um abraço mais hones