O quarto, ainda impregnado com o cheiro acre do sexo visceral e do suor acumulado, parecia flutuar em um limbo temporal. Adreas estava deitado de lado, observando as costas de Sam, que agora se sentava na borda do colchão com a postura de alguém que carregava o peso de uma cordilheira inteira nos ombros. A pele de Sam, que horas antes emanava um calor febril sob o impacto do prazer, agora parecia cinzenta sob a luz filtrada, quase como pedra antiga. O silêncio que se seguiu à fúria possessiva n