Mundo de ficçãoIniciar sessãoO endereço que Claire forneceu ao motorista não era um restaurante de luxo ou um escritório climatizado. O carro parou diante de um prédio de fachada cinzenta e janelas estreitas na zona norte: o Hospital Estadual da Misericórdia. O cheiro de éter, produtos de limpeza baratos e o som metálico de macas rangendo eram os mesmos de dez anos atrás.
Helena Valente esperava na calçada, segurando uma bolsa de grife que agora parecia um anacronismo em suas mãos trêmulas. Ela tentou sorrir ao ver Claire descer do carro, um sorriso que buscava uma cumplicidade que nunca existira.— Claire, querida... — Helena começou, tentando aproximar-se para um beijo no rosto. — Por que nos encontramos aqui? Este lugar é tão... deprimente. Eu não me sinto bem, o meu coração tem dado saltos, os médicos dizem que é o estresse de tudo o que o seu pai nos fez passar...Claire não recuou, mas seus olhos eram muros de concreto. — Entre, Helena. Quero te mostrar uma coisa antes de falarmos sobre o seu






