A mansão Dumont parecia maior e mais vazia do que nunca na manhã da mudança. Caixas de papelão lacradas ocupavam o hall de entrada, e o som dos passos de Sophie ecoava pelo mármore como uma despedida. Para ela, deixar aquela casa não era apenas mudar de endereço; era um ritual de purificação. Cada peça de roupa que ela dobrava, cada livro que guardava, parecia remover um pouco do peso que Henrique havia colocado sobre seus ombros.
Enzo entrou no quarto, carregando uma última caixa.