O amanhecer em que a equipe da L’Art Contemporain subiu a Serra da Mantiqueira foi marcado por uma neblina tão densa que as copas das araucárias pareciam flutuar sobre um oceano de nuvens brancas. O asfalto sinuoso e úmido que levava ao distrito de Roseiras exigia perícia, e quando as duas vans pretas de vidros escuros finalmente cruzaram os portões de ferro forjado do Pátio das Hortênsias, o sol de julho começava a romper a bruma, cobrindo o casarão colonial com uma luz dourada e quase etérea.