A primeira luz da manhã na Serra da Mantiqueira não rompeu o céu com pressa; insinuou-se, vagarosa, por entre a neblina densa e esbranquiçada que cobria o vale de Roseiras. Fios de um dourado pálido e frio atravessaram as vidraças altas do ateliê de pedra, desenhando caminhos de luz sobre o piso de cimento queimado, as prateleiras de madeira rústica e as silhuetas estáticas das peças de cerâmica.
Na esteira de algodão rústico, protegida do frio da montanha por uma espessa camada de mantas de lã