Esperou na sala enquanto ela terminava de se trocar. Ainda não entendia o que havia lhe acontecido quando teve Elena à sua frente. Por que não reagiu como deveria? Deveria tê-la confrontado pela ação judicial, expulsá-la outra vez de sua vida como naquela ocasião, expô-la diante de todos aqueles bajuladores que a rodeavam. E, no entanto, apenas ficou ali parado, com o coração na mão. Dançou com ela, conversaram como se nada jamais tivesse acontecido.
Estava furioso consigo mesmo por sua fraqueza. Todo o discurso mental que havia feito para se convencer de que só iria mostrar que ela já não significava nada para ele não passou de uma mentira disfarçada para não admitir seus sentimentos. Em que momento havia perdido a determinação?
Prometera a si mesmo não ceder, não deixar que Elena voltasse a ter poder sobre ele e, no fim, a única coisa que fizera fora entregar-lhe a própria vontade em uma bandeja de prata. Elena o havia manipulado com aquele sorriso arrogante, como se soubesse que el