— Carina!
A voz de Miguel continuava a mesma: suave e acolhedora, como sempre fora.
Mas, para mim, agora parecia um espinho macio, perfurando silenciosamente meu peito.
Um homem que, por fora, parecia tão gentil e inofensivo, mas cujo interior era escuro como a noite.
Para alcançar seus objetivos, ele não hesitaria em destruir tudo ao seu redor.
Respirei fundo, engolindo a dor, e fui direto ao ponto.
— Miguel, preciso da sua ajuda.
— Diga. — Respondeu ele, mas sua entonação já não era a mesma.
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