Prendi o fôlego ao cruzar meu olhar com o dele. Ele também me olhava, sem nenhum desvio, firme como sempre.
Toda vez era assim: ele encarava diretamente, sem hesitar, enquanto eu, ao contrário, sempre sentia aquele aperto no peito, como se a culpada da nossa distância fosse eu.
— George, você chegou na hora certa! Eu e a Carolina estávamos falando de você. — Edgar soltou, com aquela língua afiada de sempre.
— Hum. — George respondeu e ficou ali parado, imóvel, sem dizer mais nada.
— Você nem vai