— Sua demissão não tem validade. — Miguel disse com uma autoridade que transparecia sua posição de poder.
Eu sabia que ele tinha esse direito, e mesmo que não tivesse, poderia facilmente fazer João intervir e invalidar a decisão de Sebastião. Mas eu não queria isso.
Então, respondi, tentando cortá-lo:
— Sebastião já concordou.
Afinal, neste momento, Sebastião era o verdadeiro chefe do Grupo Martins, e Miguel ainda não era.
Do outro lado da linha, Miguel ficou em silêncio por alguns segundos ante