Marcelo continuou calado.
Naquele momento, seu silêncio falou mais que mil palavras. Tomada pela raiva, Esther desferiu um soco forte no peito dele e gritou:
— Marcelo, se insistir nessa ideia, nunca vou te perdoar!
A fúria dela tinha motivo. Durante cinco anos, viveu um inferno diário, sustentada apenas pela esperança de encontrar o filho. Marcelo estava vivo, mas nunca havia dado notícias. No começo foi pelo coma, mas depois? Nunca mandou um recado. Cada vez que pensava nisso, a raiva aumentav