Lara encarava o próprio reflexo no espelho do banheiro privativo, lutando para reconhecer a mulher que olhava de volta. O terno de alfaiataria branco que Arthur mandara deixar em seu closet naquela manhã era impecável, moldando suas curvas com uma precisão quase cirúrgica. Mas, ao tocar o colarinho rígido, seus dedos ressecados — que ainda guardavam a memória invisível dos produtos de limpeza — tremeram. Por baixo daquela armadura de grife, ela ainda conseguia sentir o fantasma do brim cinza ar