O som vem antes mesmo de eu enxergar.
Impactos secos, repetitivos, ecoando pelo espaço como batidas ritmadas de algo bruto, intenso… controlado, mas violento. Sigo o som pelo corredor, movida mais pela curiosidade do que pela razão, meus passos lentos, tentando não chamar atenção. Quanto mais me aproximo, mais nítido tudo fica — respirações pesadas, o atrito de corpos em movimento, o som de golpes sendo absorvidos sem qualquer hesitação.
Paro antes de atravessar a última porta.
E então eu vejo.