O caminho de volta do hospital até o apartamento foi silencioso. Um silêncio espesso, pesado, que me apertava o peito mais do que qualquer grito. Caio dirigia com uma mão no volante e a outra segurando a minha, firme, constante. Eu sabia que ele estava esperando o momento certo para perguntar. Sabia que ele queria entender. E, acima de tudo, sabia que não desistiria até ouvir a verdade.
Lana dormia sob efeito de medicamentos, mas antes de fechar os olhos, deixou aquele alerta pairando entre nós