Acordei com o som insistente do interfone. Ainda era cedo demais para qualquer entrega, e tarde demais para ser só um engano.
Caio resmungou algo incompreensível, se virando para o outro lado, ainda aninhado entre os travesseiros. Eu me levantei devagar, puxando o moletom que ele havia deixado jogado na poltrona, e fui até a pequena tela junto à porta.
— Sim? — perguntei, a voz ainda rouca de sono.
— Lara Mendes? Aqui é do Hospital São Vicente. Precisamos falar com você com urgência. É so