A luz suave da manhã invadia o loft pelas frestas da cortina. Eu ainda não tinha coragem de abrir os olhos, mas sentia o calor das mãos de Caio fazendo carinho nos meus cabelos, os dedos deslizando devagar, quase em transe. Um gesto simples, mas que me ancorava.
— Bom dia, dorminhoca — ele murmurou, a voz rouca de quem também acabara de acordar.
Abri os olhos aos poucos e tentei sorrir, mas a dor de cabeça me recebeu como uma pancada surda.
— Ai...
— O que foi? — Ele se sentou rapidamen