Subimos para o loft com o fim de tarde tingindo as janelas de dourado. O silêncio entre nós era confortável, um resquício da tranquilidade da noite anterior. Caio tirou os tênis e foi direto até a cozinha, abrindo a geladeira e soltando um resmungo cômico.
— A geladeira tá tipo... apocalipse zumbi. Tem um iogurte vencido, uma garrafa d’água e a saudade do queijo que já morreu.
— Tá vendo? É o universo dizendo que você precisa fazer as compras.
— Eu sempre faço as compras — respondeu, dramático.