56. Seja Minha!
Andrei permanecia olhando o jardim. Por um instante, parecia querer fugir dali, mas o peso em seus ombros denunciava o contrário. Suspirou e baixou o olhar, como se cada palavra que tentasse dizer lhe rasgasse o peito.
— Nunca deixei de amá-la… nem por um dia. Cada lembrança está guardada, intacta. Hoje fazem seis anos que a vi pela primeira vez… e faz exatamente um ano que a vi pela última vez.
Senti um aperto no coração. Não havia julgamento, apenas a crueza da dor que ele carregava. Seu olha