David
Acordo e sinto o cheiro de álcool impregnado no ar. Minha cabeça lateja. O rosto de Darlan, ainda adormecido ao meu lado, é um lembrete cruel que nossa noite de excessos foi longe demais.
Estamos no quarto dele, um costume antigo, se nossa mãe nos pega aqui, com esse cheiro de ressaca e evidências escancaradas de que chegamos chapados, o inferno vai se abrir.
— Darlan, acorda! — chuto a perna dele.
— Que horas são? — Ele murmura, esfregando os olhos.
— Não interessa! Se a mamãe entrar aq