Derick
No quarto pequeno e abafado, jogo a mochila em um canto e encaro o teto. As paredes parecem se fechar ao meu redor, como se a própria estrutura soubesse do caos que carrego no peito. O cheiro enjoativo de desinfetante gruda em mim, mas é o menor dos meus problemas.
Meu celular está quente na minha mão. Deslizo as fotos dela, como faço todas as noites, cada imagem, uma punhalada em meu coração. Nara sorrindo timidamente, Nara de costas, os cabelos soltos… Nara nos meus braços. A memória d