Liana Lambertini
O silêncio da casa me inquieta. Mas não é um silêncio qualquer. É pesado, quase opressor, como se estivesse prestes a ser rompido por uma tragédia anunciada. Um presságio. Meus instintos gritam, avisando-me de que algo está errado. Meus olhos percorrem os corredores, a sala, os lustres brilhando sob a luz amarelada da noite.
Vittorio e os meninos ainda não voltaram. Isso me consome. A noite avança e eles continuam lá fora, vulneráveis a um mundo onde qualquer erro custa vidas.