Darlan
O cheiro de sangue, suor e desespero impregna o ar assim que abro a porta do galpão. Meu estômago revira, não de nojo, mas pelo incômodo da cena diante de mim. Frederico está amarrado na cadeira de ferro, a cabeça caída para frente, a respiração fraca. O que me faz travar não é o estado deplorável dele, e sim a ausência de pele no rosto. David esteve aqui e deixou a sua assinatura na face do homem.
Caminho até ele, tirando uma garrafa d’água da sacola e um punhado de comprimidos. Estendo