Lizandra
O cheiro do café fresco se mistura ao som das vozes na mesa, mas minha mente está longe dali. Meus dedos deslizam preguiçosamente sobre a borda da xícara, enquanto minha cabeça lateja com a confusão que me assombra nos últimos dias. Não sei se é o cansaço da gravidez ou o peso de tudo o que tenho vivido, mas sinto como se estivesse caminhando em uma corda bamba prestes a arrebentar. E então, a porta se abre com um estrondo, arrancando-me dos meus devaneios.
— Que absurdo! — resmunga Da