Robert Bennett,
Sábado.
Ninguém pregou os olhos. O quarto de hotel se tornou um inferno sufocante, onde apenas os soluços abafados de Helena quebravam o silêncio opressor. Desde que saímos da lanchonete, ela não parou de chorar. E a cada lágrima, sentia o peso esmagador do meu próprio fracasso.
Ver meu filho daquele jeito foi aterrorizante. Não havia apenas raiva em seus olhos, mas uma mágoa profunda, uma ferida aberta que eu mesmo causei. E o pior? Ele não quer nos perdoar. Deixou isso claro.