Henry Sanchez
Nara entra no carro e pela sua cara prevejo o discurso que planejou falar em defesa de seu pai. A observo com atenção, leve suor em sua testa escorrendo pela lateral, descendo o olhar pelo seu corpo não há nada de diferente ou fora do comum, ela suspira.
— Sabe, pode me perguntar se estou bem ou não. — resmunga.
Ela percebe as minhas intenções.
— Você está bem? — Revira os olhos, não foi no tom de deboche a minha pergunta. Analisar as pessoas é normal para mim. É assim que escolho a melhor abordagem. — Quero acreditar que se não tivesse ou se precisasse de alguma coisa me avisaria.
Dar de ombros.
— Quem sabe? Talvez fosse melhor ligar direto para polícia.
— Nara…
— Por favor, não me diga que está indo à minha casa para brigar com meu pai? — muda de assunto. — É uma discussão desnecessária, posso gastar o dinheiro dos dois igualmente e sem problema algum.
Arrumo o terno em meu corpo, passando a língua preguiçosamente pelo lábio.
— Essa discussão não tem a ver com dinheiro