Mundo de ficçãoIniciar sessãoVou ter um casamento arranjado, mas meu noivo de dez anos, presidente de uma empresa, ainda não sabe disso. Desde que contratou uma nova empregada doméstica, ele simplesmente deixou de ter tempo para mim. Os dois conversam o dia inteiro, sem parar, só falta dormirem juntos na mesma cama. Para agradá-la, meu noivo comprou um iate novo e a levou ao Ártico para ver a aurora boreal. Completamente esquecido da promessa de ir comigo, escolher o vestido de noiva. Após esperar o dia inteiro na loja de vestidos de noiva, eu liguei para o meu pai: — Quero um novo casamento arranjado.
Ler maisNaquela noite, em meio aos sonhos, a voz obsessiva de Guilherme ecoava nos meus ouvidos sem parar.— Você não pode me deixar! Nós já estávamos quase nos casando, eu não vou permitir isso!— Quem deixou você casar com outro homem? Você só pode ficar comigo! Eu admito, tudo o que aconteceu antes foi culpa minha. Mas me dá uma chance, Clarinha, eu imploro, por favor, me perdoa!As lembranças do passado voltavam como facas, me cortando fundo. As lágrimas escorriam pelo meu rosto, e eu não conseguia me libertar daquela tristeza sufocante.Até que senti Artur me puxar suavemente para os braços dele, e despertei do pesadelo.— Amor, você teve um pesadelo? Quer um copo de leite morno para você se acalmar? — Disse, com a voz baixa.Balancei a cabeça.— Não precisa. Foi só um pesadelo.Com dificuldade consegui voltar a dormir. Quando o dia amanheceu, me levantei, tomei um banho rápido no hotel e me preparei para descer e tomar café. Foi nesse momento que meu celular tocou.Era minha melhor amiga
Mas, diferentemente de sua habitual postura fria e elegante, Guilherme naquele dia parecia ter perdido completamente a razão, ele chegou a sair no soco com os seguranças. Sozinho, ele derrubou vários de uma vez, avançando em passos largos até mim. — Clarinha, vem comigo! — Ele estendeu a mão com desespero.Coloquei rapidamente a aliança no meu dedo anelar. — Eu já me casei, Guilherme. Será que você pode parar de me perseguir? — Respondi com firmeza.O rosto dele se desfez em desespero.— Eu sei que errei, sei que tudo foi culpa minha! Admito todos os meus erros, mas, por favor, me dá uma chance? Eu imploro... — Ele continuou. — Se você quiser bolo, eu compro para você todos os dias! Eu sei que, já há muito tempo, você sonhava em ver a aurora boreal. Eu vou com você, está bem? Você só precisa vir comigo, Clarinha. Se você vier comigo, eu aceito qualquer condição. Você é a minha esposa! Sempre foi!Apesar do tom humilde, quase suplicante, as palavras dele não me causaram a menor emoção
— Quer conhecer o seu novo noivo, Artur? Vocês até cresceram juntos, mas já faz dez anos que não se veem. Não seria apropriado subir ao altar sem ao menos se reencontrarem antes, não acha?Hesitei por dois segundos e acabei concordando.— Está bem. Convide-o para vir aqui em casa, vamos recebê-lo juntos. Meus pais assentiram, satisfeitos.No caminho de volta, no carro, recebi uma ligação da minha melhor amiga. Sem querer, apertei o viva-voz.— Clarinha, você está bem? O Guilherme foi atrás de você? Disseram que ele tinha ido te procurar, mas quando passei lá para pegar as coisas que você deixou comigo, ouvi que ele levou a Mirella também, para cuidar dele! — Ela continuou. — Nunca vi uma empregada que, se mete no meio da reconciliação do patrão com a noiva. O nome disso não é empregada, é amante!Não era à toa que Mirella tinha parado de me enviar mensagens irritantes. Ela já tinha conseguido o que queria, se enfiar na vida de Guilherme.Senti meu estômago revirar, e a náusea quase su
— Guilherme, você enlouqueceu?! Acabou entre a gente! Vai atrás da Mirella, ela sim, é a sua noiva! — Quando foi que eu disse que ia me casar com Mirella? — Guilherme franziu a testa, confuso. — A única noiva que eu tive na vida foi você.— Ah, é? — Soltei uma risada debochada. — Então porque ela estava vestindo o meu vestido de noiva?Em vez de se explicar, ele pareceu se sentir injustiçado.— Você não me respondia, e o vestido precisava ser ajustado. Como ela tem mais ou menos o mesmo corpo que você, pedi que experimentasse só para ver as medidas. Foi só isso. — Depois disso, ele me envolveu em seus braços e suspirou. — Você não faz ideia de quantas noites eu passei em claro me preparando para esse casamento. E você, de repente, resolve me abandonar assim.O aperto firme em minha cintura deixava claro a força dominadora, quase selvagem, do seu desejo de posse. Eu não tinha dúvidas de que, se eu ousasse dizer a verdade, ele usaria os seus próprios métodos para me punir cruelmente.—
Último capítulo