Na manhã seguinte, o sol sequer dava indício de sua aurora quando Rowan se levantou.
Ele foi até as janelas e, com um gesto habitual, abriu as cortinas, revelando o céu ainda escuro e os jardins do palácio, que recebiam a luz suave das lanternas distribuídas por entre canteiros. O jardim exibia uma beleza serena e ordenada que jamais deixava de encantá-lo, independentemente da hora.
Como era de seu costume, Rowan abriu a porta da varanda e saiu para o exterior, onde o ar fresco da manhã preenchia-lhe os pulmões. Ele permaneceu ali por alguns instantes, observando tudo ao seu redor. Nada parecia fora do lugar, exceto por aquele sentimento inquietante de desagrado, que, esperava ele, se dissiparia em breve.
Retornando ao quarto, começou a vestir-se. Seus trajes, de estilo simples e funcional, eram os mesmos que costumava usar durante os compromissos militares, e ele os preferia justamente por dispensarem as formalidades dos elaborados trajes sociais e a assistência de criados. Rowa