POV LIANNA
A luz da manhã entrou no quarto como uma intrusa educada, suave, tímida, mas insistente. O tipo de claridade dourada que deveria anunciar paz. Mas, em mim, ela acendeu outra coisa: consciência.
A consciência brutal de que eu não estava sozinha na cama.
Tentei respirar fundo. Falhei.
Adrian estava atrás de mim, seu braço forte repousado sobre minha cintura, seu peito quente encostado às minhas costas, como se nosso encaixe fosse antigo, natural, inevitável. Ele dormia profundamente.