POV LIANNA
A casa estava banhada por aquela luz dourada do fim de tarde, o tipo de luz que faz a gente acreditar por alguns segundos que o mundo tem jeito, que a vida respira mais devagar, que as dores adormecem. Meus filhos estavam espalhados pela sala, brinquedos, almofadas no chão, risadas explodindo como confete.
Selin estava em modo turbo. Falava sem parar.
Tagarela. Animado. Vibrando. Uma alegria tão grande que parecia até que o corpo dele era pequeno demais pra caber tudo aquilo.
— Mãe,