DOMÊNICO BANE
Quando abri os olhos, a primeira coisa que notei foi o frescor incômodo do lado direito da cama.
Sentei no colchão, esfregando o rosto com as duas mãos para afastar o resto de sono que ainda pesava nas minhas pálpebras. Olhei ao redor do meu quarto. Não havia roupas espalhadas pelo tapete, nem sapatos femininos jogados de qualquer jeito perto da porta. A única prova de que eu não havia sonhado com a noite passada era o cheiro doce do perfume dela, que ainda estava impregnado nos